Durante o período gestacional ocorrem inúmeras modificações no organismo feminino para proporcionar ao feto o máximo de desenvolvimento e independência, o que põe à prova todo organismo da gestante, e que poderá levá-la a relatar inúmeras queixas. E uma das queixas mais frequentes é o edema (inchaço) dos membros inferiores (pernas) e dos pés.
A ação dos hormônios sobre a parede das veias, associada ao aumento da pressão produzida pelo peso do útero sobre os vasos pélvicos dificultam o retorno venoso favorecendo o aparecimento de varizes, comprometendo a eliminação de líquidos e toxinas e estimulando o aparecimento da temida celulite.
E como funciona? A Drenagem Linfática manual é uma massagem lenta e suave, com movimentos ritmados que direcionam o excesso de líquido para os gânglios linfáticos que trabalham para eliminá-lo pela urina. Pode ser realizada após o 1º trimestre da gestação, sempre com o consentimento do médico obstetra, e retomada 15 dias após o parto. Além de desintoxicar e melhorar a circulação nos tecidos, a drenagem também relaxa e diminui os desconfortos que surgem na hora de dormir, como sensação de pernas pesadas e falta de posição ao deitar. Portanto, adota um papel tanto de prevenção quanto de reabilitação destas pacientes tão especiais.
Como tudo que se faz durante a gravidez, precisa-se de cautela quanto ao profissional que irá executá-la. Uma drenagem linfática mal executada pode estimular as contrações uterinas e causar até a precipitação do parto a partir do sexto mês de gestação.
A drenagem linfática manual deve ser feita por um fisioterapeuta especialista em Dermato Funcional, que são profissionais mais capacitados por conhecerem a anatomia e a fisiologia do sistema linfático.
Thais Cargnin de Almeida
Fisioterapeuta